INFORMAÇÃO
Pragas |
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AFÍDEOS, Myzus persicae Sulzer |
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| Este afídeo é vulgarmente conhecido por afídeo verde de pessegueiro. É um insecto cosmopolita e muito polífago, sendo transmissor de mais de cem viroses. Morfologia Tem um aspecto muito característico. É de cor verde a verde amarelado, com os sifões verdes, bastante largos e dilatados. Em alguns casos a extremidade dos sifões pode ser escura. Os indivíduos alados têm colorações mais escuras na cabeça, tórax e dorso do abdómen. Os sifões e a cauda são relativamente maiores do que nas formas ápteras. Bioecologia É um afídeo dioíco (tem vários hospedeiros secundários) e holocíclico (com geração sexuada). O pessegueiro e outros Prunus são hospedeiros primários (planta onde se desenvolve a fêmea sexuada e onde esta faz a postura) e há um grande número de plantas herbáceas que são hospedeiros secundários (plantas para onde migram as gerações descendentes dos ovos). Passam o Inverno em estado de ovo. As posturas são feitas na base das gemas dos pessegueiros. A eclosão inicia-se em Fevereiro e aparecem as fêmeas fundadoras, que são vivíparas e partenogénicas. Estas, dão lugar ás fêmeas fundatrigéneas, que também são vivíparas e partenogénicas. Nos rebentos do pessegueiro desenvolvem-se 2 a 3 gerações. Na 3º geração, todos são alados e emigram, não havendo afídeos no hospedeiro primário, em Junho. A emigração de Abril a Junho é gradual. Durante o Verão, sucedem-se várias gerações nos hospedeiros secundários (abóbora). O voo de retorno faz-se em Setembro, pelas ginóparas e machos alados. As infestações, normalmente, avançam no campo de acordo com a direcção do vento, sendo as plantas das bordaduras, geralmente, mais infestadas do que as plantas do centro. Estragos Na abóbora, os estragos causados por Myzus persicae estão, essencialmente, relacionados com a transmissão de vírus nomeadamente, o vírus do mosaico das cucurbitáceas. Este vírus é transmitido de modo não persistente. Para o transmitir, o afídeo tem que primeiro adquiri-lo, através da alimentação de uma planta infectada. Segue-se, o período de incubação (ou período de latência) antes do afídeo poder transmitir o vírus. Esse período é de, pelo menos, um dia ou mais. Durante esse tempo, o vírus passa para o sistema circulatório do afídeo e finalmente para as suas glândulas salivares. Assim, quando o afídeo se alimenta de uma nova planta, as partículas do vírus que estão na sua saliva são injectadas, infectando-a. O vírus não é transmitido dos adultos à sua descendência. Para além das viroses, outro estrago indirecto está relacionado com a excreção de melada, que atrai outros insectos e sobre a qual se instala a fumagina, reduzindo assim a área fotossintética. Os estragos directos são resultantes da sucção da seiva e manifestam-se por enfraquecimento geral da planta, enrolamentos, cloroses, deformações e hiperplasias. |
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