INFORMAÇÃO
Pragas |
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LARVAS MINEIRAS, Liriomyza huidobrensis (Blanchard) |
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| A família Agromyzidae é vulgarmente conhecida, pelas características peculiares e hábitos das formas imaturas, pelo que a designação vulgar dos indivíduos desta família é de larvas mineiras. Apesar de outras espécies desta família já terem sido identificadas em Portugal, em particular na região Oeste, a espécie Liriomyza huidobrensis é sem dúvida a mais importante. Morfologia O adulto é uma pequena mosca de 1,7 a 2,3 mm de comprimento, amarela e negra sendo as fêmeas, normalmente, maiores do que os machos. A larva, é de cor branco leitosa ou branco, amarelada e mede 3,5 mm no fim do desenvolvimento. A pupa, é amarela dourada a castanho amarelada, com cerca de 2,2 mm de comprimento, ligeiramente achatada na parte dorso ventral. Bioecologia As fêmeas depositam os ovos no interior dos tecidos vegetais. Os ovos são translúcidos, mais ou menos brancos. O pico da postura acontece a meio da manhã e os ovos são depositados isoladamente, pouco distanciados entre si. O período de desenvolvimento do ovo pode variar entre 2 a 8 dias dependendo, fundamentalmente, da temperatura, do hospedeiro vegetal e da espécie em causa. A larva inicia o processo de alimentação imediatamente após a eclosão, o qual decorre até ao momento em que esta corta a epiderme foliar para pupar no exterior da planta ou no solo. A larva passa por três estados ao longo do seu desenvolvimento, sendo discutível a existência de um quarto estado de pré-pupa que precede a formação da pupa. A duração do período de desenvolvimento da pupa diminui com o aumento da temperatura. Os adultos recém emergidos têm uma resposta fototáctica positiva, dirigindo-se imediatamente para uma zona bem iluminada onde permanecem em repouso. Estragos As larvas alimentam-se no interior do mesófilo foliar fazendo galerias. Além disto, também ocorrem estragos resultantes das picadas de alimentação efectuadas pelos adultos. Na cultura da alface, mesmo com ataques fracos, existe sempre desvalorização comercial do produto, pois o orgão economicamente útil são as folhas. Assim, neste caso, o estrago está muito próximo do prejuízo. |
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