INFORMAÇÃO
Pragas |
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AFÍDEOS, Macrosiphum euphorbiae Thomas |
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| Os afídeos em Portugal têm particular interesse na cultura da batateira, uma vez que algumas espécies são responsáveis pela transmissão de viroses, nomeadamente, vírus Y e vírus do enrolamento. Das várias espécies constituintes da afidofauna da batateira em Portugal Continental, consideram-se mais importantes, pela frequência dos seus ataques, as espécies Macrosiphum euphorbiae Thomas e Myzus persicae Sulzer sendo esta última altamente perigosa. Morfologia Adulto áptero com 2,4 a 3,6 mm de comprimento. Cor verde claro a rosa em forma de fuso alargado. As antenas podem ser maiores que o corpo e são castanhas na metade apical. Os sifões são cilíndricos, duas vezes mais compridos que a cauda. As patas são largas com a tíbia clara. No adulto alado, os sifões são mais escuros do que no adulto áptero e as patas são escurecidas no final do fémur e início da tíbia. Este afídeo distingue-se do afídeo verde do pessegueiro (Myzus persicae) pelas seguintes características: - é mais largo e mais alongado do que o M. persicae; - as antenas são divergentes enquanto que no M. persicae são convergentes; - podem ser verdes ou rosa; - alimentam-se principalmente nas folhas do terço superior da planta, enquanto o M. persicae se concentra no terço inferior da planta. Bioecologia É uma espécie cosmopolita e muito polífaga. As populações desenvolvem-se muito rapidamente a partir da Primavera. São dióicos (vários hospedeiros) e apresentam comportamento anolocíclico (gerações assexuadas). A roseira pode ser um hospedeiro primário- onde se encontram os ovos de Inverno- mas a maioria das populações sobrevivem partenogeneticamente hibernando nos brolhos da batata. O ciclo de vida é muito parecido com o do afídeo Myzus persicae. Estragos O Macrosiphum euphorbiae ataca principalmente as partes jovens da planta. As picadas de alimentação provocam um atraso no crescimento das plantas e reduções de rendimento. Contudo, a importância deste afídeo reside no facto de transmitir viroses, nomeadamente: - vírus do enrolamento; - vírus Y da batateira; - vírus A da batateira; Geralmente, é menos agressivo que o afídeo verde do pessegueiro visto que transmite o vírus de uma forma não persistente (só transmite a primeira vez que se alimenta depois de ter adquirido o vírus). |
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