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Pragas

TRAÇA DA COUVE - Plutella xylostella L.
É uma praga, originária da Europa Ocidental mas que, actualmente, está expandida por todo o mundo e, é considerada como uma das pragas mais importantes das crucíferas cultivadas.

Morfologia

O adulto, tem cerca de 14 mm de comprimento, com asas estreitas e alongadas. A asa anterior é parda externamente e esbranquiçada na margem interior, separando ambas as colorações uma linha sinuosa.
A larva é ao princípio esbranquiçada, adquirindo pouco depois a cor verde e alcançando 1cm de comprimento.
Pupa dentro de um ténue casulo de seda branco, através do qual se consegue ver a crisálida.
Os ovos são elípticos, aplanados, com relevos ondulados, de cor alaranjada.

Bioecologia

O adulto é de hábitos nocturnos, permanecendo oculto durante o dia, debaixo das folhas.
Faz a postura isoladamente ou em pequenos grupos, na página inferior das folhas, próximo da nervura principal. Cada fêmea pode pôr 200 ovos.
A larva no seu 1º estádio de desenvolvimento é minadora, fazendo galerias de 3 a 4 mm de comprimento.
A partir do 2º estádio a lagarta vive no exterior, sobretudo na página inferior das folhas. É muito móvel, retorcendo-se violentamente quando é molestada e deixando-se cair ao solo com facilidade, suspensa por um fio de seda.
Hiberna em forma de pupa sobre a planta. A temperatura normal de desenvolvimento é de 10ºC, situando-se a óptima entre 20 e 30ºC.
O número de gerações anuais é muito variável e oscila entre 5 e 10.
No Inverno, a mortalidade natural é muito elevada quando as temperaturas são baixas e as chuvas frequentes. Pelo contrário, o seu desenvolvimento é favorecido pela seca e temperaturas moderadas.

Estragos

Os ataques desta praga são muito irregulares, havendo alternância de anos de populações massivas e estragos catastróficos, com anos em que o insecto passa praticamente despercebido.
A lagarta alimenta-se do tecido vegetal das folhas, formando zonas redondas roídas, restando a epiderme da página superior que acaba por se romper e secar.
Nas couve-flor e bróculos, os ataques podem afectar a formação das inflorescências.