INFORMAÇÃO
Pragas |
|
AFÍDEOS, Aulacorthum solani Kaltenbach |
|
| Morfologia Insectos de pequenas dimensões, com formas aladas e ápteras, os afídeos (ou piolhos) caracterizam-se por apresentarem, geralmente, uma forma ovóide, sobretudo nas formas ápteras. Perto da extremidade dorsal do abdómen, e na maioria das espécies, são visíveis duas pequenas protuberâncias em forma de tubo (uma de cada lado do abdómen) que são denominadas cornículos ou sifões. Através dessas estruturas, os afídeos segregam e expelem para o exterior substâncias açucaradas (excreção) ou cerosas, que podem funcionar como feromonas de alarme (substâncias identificadas pelos indivíduos da mesma espécie e que os avisa de um perigo) ou como material de revestimento (tipo algodonoso). A sua armadura bucal é do tipo picadora-sugadora, ocorrendo tanto nos estádios imaturos como nos adultos. Bioecologia Embora possa ocorrer a existência de dois sexos, em condições ambientais muito favoráveis apenas se verifica a ocorrência de fêmeas vivíparas, que por via partenogénica dão origem a novas fêmeas. Desta forma, a praga aumenta grandemente o seu potencial biótico, graças ao hospedeiro onde está instalado. Quando as condições para o seu desenvolvimento se tornam desfavoráveis, e variando com a espécie, os afídeos hibernam no seu hospedeiro, sob a forma de ovos de Inverno depostos por uma fêmea ovípara, ou dá origem a formas sexuadas aladas (machos e fêmeas), que se deslocam para o hospedeiro primário, onde produzem os ovos que ficam hibernantes durante o Inverno. Muito resistente aos calores estivais, pode desenvolver aproximadamente 60 gerações por ano. Existe com as formigas uma relação de simbiose: estas exploram a melada dos afídeos e estes, por sua vez, são protegidos dos seus inimigos. Estragos Os estragos estão associados à acção directa do insecto sobre a planta e devido à extracção da seiva por parte do afídeo e pela emissão da melada. Deste facto resulta não só o enfraquecimento da planta, uma vez que as colónias de afídeos são sempre numerosas, como ainda a deformação lateral e enrolamento em espiral das folhas, devido à acção tóxica da saliva de algumas das espécies. A produção e libertação de melada, constituem um substrato alimentar para a instalação de fungos saprófitas como a fumagina. Outros estragos estão associados à possibilidade de algumas espécies de afídeos poderem ser vectores de vírus. |
|
|
|
|