INFORMAÇÃO
Pragas |
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LARVAS MINEIRAS, Liriomyza bryoniae (Kaltenbach) e Liriomyza trifolii (Burgess) |
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| Morfologia O adulto é um pequeno díptero de coloração preta e amarela. O seu tamanho pode variar com a espécie estando entre os 1,3 mm e 2,25 mm de comprimento. As fêmeas são, normalmente, maiores do que os machos. A larva é de cor branco leitosa ou branco amarelada e mede 3,5 mm. É cilíndrica com dimensões que podem variar desde os 0,5 mm, imediatamente após a eclosão, a 3 mm na espécie L. bryoniae, após o seu completo desenvolvimento larvar. A pupa é amarela dourada a castanho amarelada, com cerca de 2,2 mm de comprimento, ligeiramente achatada na parte dorso-ventral. A pupa é do tipo coartacta assemelhando-se a um pequeno barrilete que varia de cor conforme a espécie. O tamanho pode variar com a espécie ou com o vigor em que se encontra a formação do adulto. A pupa de L. trifolii pode medir cerca de 1,6 mm de comprimento e 0,7 mm de largura. O ovo é translúcido a opaco. O seu tamanho varia consoante a espécie, podendo medir 0,25 mm na espécie Liriomyza bryoniae. Bioecologia A família Agromyzidae é vulgarmente conhecida pelas características peculiares e hábitos das formas imaturas, pelo que a designação vulgar dos indivíduos desta família é de larvas mineiras. As fêmeas depositam os ovos no interior dos tecidos vegetais, são translúcidos, mais ou menos brancos. O pico da postura acontece a meio da manhã e os ovos são depositados isoladamente, pouco distanciados de si. O período de desenvolvimento do ovo pode variar entre 2 a 8 dias dependendo, fundamentalmente, da temperatura, do hospedeiro vegetal e da espécie em causa. A larva inicia o processo de alimentação imediatamente após a eclosão, o qual decorre até ao momento em que esta corta a epiderme foliar para pupar ou no exterior da planta ou no solo. A larva passa por três estados no seu desenvolvimento sendo discutível a existência de um quarto estado de pré-pupa que precede a formação do puparium. A duração do período de desenvolvimento da pupa diminui com o aumento da temperatura. Os adultos recém emergidos têm uma resposta fototáctica positiva, dirigem-se imediatamente para uma zona bem iluminada onde permanecem em repouso. Estragos A importância económica desta espécie surge pelo seu tipo de alimentação. Uma vez efectuada a postura no mesófilo foliar dá-se a eclosão da larva que vai formando galerias ao longo das folhas. Para além da redução da área fotossinteticamente activa são abertas portas de entrada a diversos agentes patogénicos, quer devido às pontuações de alimentação, quer aos orifícios de saída da larva para o exterior. O impacto económico em consequência do ataque de larvas mineiras, pode ser, pelo menos, devido a seis aspectos: (1) completa destruição de plantas de viveiro, (2) redução de colheitas em diversas culturas, (3) redução do valor cosmético de diversas culturas ornamentais e algumas hortícolas, (4) abertura de orifícios de entrada a agentes patogénicos diversos, (5) exposição dos frutos aos raios solares provocando a queima, (6) necessidade de tomar medidas de quarentena para diversas culturas. Se em alguns destes efeitos os estragos provocados estão já ao nível de prejuízos, outros, porém, são de difícil quantificação , como é o caso da diminuição de produção em determinadas culturas cujo órgão economicamente útil não é o atacado. |
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