INFORMAÇÃO

Pragas

LAGARTA MINEIRA DOS REBENTOS DOS CITRINOS, Phyllocnistis citrella
Microlepidóptero que ataca a rebentação jovem durante todo o ano; multiplica-se muito rapidamente, podendo apresentar de 11 até 16 gerações anuais, cada uma variando de 2 a 7 semanas, dependendo da temperatura. Os ataques ocorrem entre a Primavera e o Outono, mas os mais graves são os que ocorrem entre o Verão e o Outono.
O adulto é uma pequena borboleta de cor clara, com cerca de 4 mm de comprimento e 7-8 mm de envergadura, e que vive durante poucos dias, por geração. A postura é realizada essencialmente sobre a página inferior das folhas dos rebentos, preferencialmente junto à nervura principal. Os ovos, colocados isoladamente ou em grupos de 2 ou 3, são de pequeníssima dimensão, cerca de 0,2-0,3 mm, sendo muito difícil descobri-los à vista desarmada. Para o seu desenvolvimento são necessários 2-10 dias.
Após a eclosão dos ovos surgem larvas de cor amarela, seguidamente amarela-esverdeada, dotadas de uma cápsula cefálica castanha e mandíbulas apropriadas para escavação de galerias entre a epiderme e o parênquima adjacente e alimentando-se do suco celular. As larvas necessitam de 5-20 dias para completarem o seu desenvolvimento.
Passados quatro estados larvares as larvas passam a ninfas ou crisálidas e após 6-22 dias um novo adulto perfura o casulo e sai para o exterior.
A lagarta mineira das folhas dos rebentos passa o Inverno sob a forma de ninfa ou, também, sob a forma de lagarta escondida nas folhas. Na Primavera os adultos efectuam as primeiras posturas nos novos rebentos. Sabe-se que 95% das posturas são localizadas nos últimos 5 cm das rebentações.
São evidentes deformações, necrosamentos e, por vezes, desfoliações, como consequência da escavação de galerias sob a epiderme da folha ou do jovem rebento. As galerias são visíveis a olho nu, apresentando coloração prateada escura resultante dos excrementos líquidos da larva ao longo da galeria. Quando os ataques são muito intensos chegam a ser contadas até 9 galerias por folha.
Os estragos são provocados pelas larvas que fazem galerias nas folhas dos rebentos jovens, ao mesmo tempo que perfuram as paredes celulares para consumirem o seu conteúdo. Daí resulta a separação entre a epiderme e o parênquima, necrosando-se os tecidos, com a consequente morte e queda das folhas. Esta acção tão nefasta afecta o desenvolvimento das árvores adultas e limita drasticamente a produção. Nas árvores jovens, no viveiro ou no local definitivo, a destruição pode ser completa.
Esta lagarta mineira ataca todas as espécies e variedades de citrinos.