INFORMAÇÃO
Pragas |
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MOSCA DA AZEITONA, Bactrocera oleae Gmel. (Dacus oleae) |
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| Nas regiões de Invernos suaves hiberna sob a forma de adulto ou de pupa; nas outras regiões apenas sob a forma de pupa. Os adultos, com 5 a 8 mm de comprimento, possuem tórax castanho escuro e asas transparentes com uma pequena mancha na extremidade. Os ovos são brancos e alongados, com cerca de 0,8 mm. As larvas são esbranquiçadas, com 6 a 7 mm de comprimento. As pupas são de cor acastanhada clara, segmentadas e com 0,5 a 0,6 mm de comprimento. A postura tem início quando os frutos tiverem as características adequadas, em que entram diversos factores ligados à dimensão do fruto, consistência da epiderme e da polpa, lenhificação do caroço, riqueza em gorduras e cultivar. As condições climáticas são muito influenciadoras da evolução da praga, particularmente nos 25 a 30 dias desde a postura até ao aparecimento do adulto. As posturas são inibidas a partir dos 30ºC; ocorrendo elevada mortalidade de ovos, larvas e até adultos acima dos 35ºC. O número de gerações varia entre duas, com clima mais frio, e quatro, com clima mais ameno, distribuindo-se, habitualmente, entre Julho e Novembro. As principais zonas de incidência da mosca da azeitona são as seguintes: 1- a faixa litoral que se estende de Cantanhede ao Algarve, em que os ataques se iniciam, regra geral, de meados de Julho até princípios de Agosto, prolongando-se sucessivamente até ao Outono, sendo os estragos muito importantes. 2- Norte e Nordeste do distrito de Santarém, a Beira Baixa até à latitude de Alpedrinha e quase todo o Alentejo, em que as posturas viáveis só se dão em Setembro, com interrupções frequentes na evolução das larvas e morte de adultos, causadas pela secura do ar e pelas elevadas temperaturas. Nesta zona os ataques são de muito menor gravidade. 3- Beira Baixa, acima de Alpedrinha, Beira Alta, Trás-os- Montes e Minho. Nesta zona os ataques não têm significado económico, salvo num ou outro microclima favorável (Vale da Vilariça). Ocorre depreciação dos frutos, mediante a destruição parcial da polpa e queda dos mesmos. Na azeitona para conserva é impensável a utilização de frutos atacados. Na azeitona para indústria verifica-se a acidificação do azeite, provocada pela entrada de ar nas galerias feitas pelas larvas, ar esse que origina a hidrólise e oxidação dos óleos. |
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