INFORMAÇÃO

Nemátodos

Globodera rostochiensis (Wolleweber) Behrens, e Globodera pallida (Stone) Behrens
Estes nemátodos são vulgarmente conhecidos por nemátodos dos quistos.
Há inúmeras espécies de nemátodos que afectam a batata, mas os problemas mais graves relacionam-se geralmente com estas duas espécies.
São consideradas como flagelos da cultura da batateira, conduzindo ao abandono de vastas áreas.

Sintomatologia

Não causam, como regra, sintomas específicos na parte aérea da planta, mas os efeitos e os estragos provocados nas raízes fazem com que as plantas atacadas apresentem sintomas semelhantes aos verificados por deficiência de água e de nutrientes, as folhas tornam-se amarelas e murcham.
Populações elevadas de nemátodos conduzem à paragem de crescimento da planta e à sua morte prematura.
Há uma proliferação de raízes laterais, ficando o sistema radicular menos desenvolvido do que em plantas sãs.
O efeito sobre o rendimento da cultura depende da densidade de nemátodos presentes no solo, sendo nos casos mais graves a causa de certas zonas ou faixas terem produções muito baixas.

Biologia

Os nemátodos do género Globodera caracterizam-se pela formação de quistos que, não são mais do que o corpo da fêmea repleto de ovos, que se converte numa capa protectora de cor escura e resistente à destruição.
Dentro do quisto, os ovos podem conservar a sua capacidade reprodutiva por muitos anos. Quando as condições ambientais lhe são propícias desenvolvem-se até alcançar a segunda fase larvar.
A eclosão maciça do interior dos quistos só se verifica sob o efeito duma secreção das raízes das plantas hospedeiras.
As larvas, ao eclodirem dos quistos, deslocam-se até às raízes das plantas hospedeiras, penetrando-as, fixam-se ao cilindro central e começam a alimentação e desenvolvimento. Sofrem várias mudas, durante cerca de 4 semanas, ao fim das quais se transformam em machos e fêmeas adultos.
As fêmeas, à medida que se vão alimentando das substâncias internas da raiz, dilatam e tornam-se esféricas. Fazem rebentar a crosta da radícula, ficando a parte anterior do nemátodo introduzida nos tecidos vegetais. São, então, visíveis a olho nu, sob a forma de pequenas bolas brancas fixadas às raízes.
Os machos saem das raízes e procuram as fêmeas para as fecundar.
As fêmeas alimentam-se ainda durante algum tempo, enquanto que os ovos se desenvolvem e enchem pouco a pouco todo o corpo.
Mais tarde desprendem-se das raízes, morrem, e a sua cutícula exterior converte-se num quisto que conserva os ovos produzidos.
Um quisto pode conter entre 100 a 500 ovos que podem eclodir imediatamente ou permanecer em estado latente durante muitos anos.
Estes nemátodos completam o seu ciclo de vida em 5 a 7 semanas, dependendo das condições de humidade e temperatura do terreno.