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Virus

VÍRUS DO BRONZEAMENTO DO TOMATEIRO, Tomato Spotted Wilt Vírus (TSWV)
Classificação: TOSPOVIRUS
É vulgarmente designado por “vírus do bronzeamento do tomateiro”.

O vírus do bronzeamento do tomateiro afecta culturas hortícolas e ornamentais importantes, causando elevados prejuízos. Este vírus é transmitido por várias espécies de tripes, das quais a Frankliniella occidentalis Pergande é considerada a espécie vectora mais eficiente.

Sintomatologia

É normal encontrar na mesma planta, caules com sintomas e sem sintomas. Os primeiros acabam por morrer persistindo aqueles aparentemente sãos.
A nível do caule surgem necroses no ápice que descem ao longo do mesmo assim como na inserção dos pecíolos, provocando murchidão e queda das folhas. Cortando o caule longitudinalmente, por vezes, observam-se necroses na zona da medula.
Os sintomas primários de TSWV nas folhas da batateira caracterizam-se pelo aparecimento de pontuações necróticas, necroses irregulares, manchas necróticas compactadas e zonadas concênctricamente que se confundem com as provocadas por Alternaria sp. e anéis necróticos concêntricos.
Os tubérculos podem ou não apresentar sintomas contendo, no entanto, vírus no seu interior.
Os sintomas nos tubérculos caracterizam-se pelo desenvolvimento de anéis necróticos externos e internos, simples ou concêntricos, necroses em arco externas e internas e manchas necróticas irregulares externas e internas.

Biologia

O ciclo de infecção do TSWV ocorre quando fêmeas adultas de tripes vectores depositam os ovos sobre plantas infectadas pelo vírus. As larvas resultantes da eclosão dos ovos ao alimentarem-se em plantas infectadas, adquirem o vírus, dando origem a uma população de larvas infectadas. O vírus transita pelos vários estados de desenvolvimento do insecto. A Frankliniella occidentalis pupa no solo e as pupas infectadas constituem uma fonte importante de inóculo, e poderão ser o repositório do vírus entre culturas consecutivas.
Apenas os adultos provenientes de larvas infectadas são transmissores do TSWV. Os adultos infecciosos transmitem o vírus, por picadas de alimentação, durante toda a sua vida (30 a 40 dias).
Um adulto infeccioso pode transmitir o vírus a muitas plantas e a diferentes hospedeiros. Por outro lado, poderão ocorrer infestações de tripes e não haver disseminação do TSWV na cultura. Tripes adultos sãos que se alimentem em plantas infectadas poderão adquirir vírus, mas não são transmissores. Como resultado das interacções vírus-vector-plantas hospedeiras, em determinadas condições agro-ambientais, desenvolvem-se epidemias do vírus. As plantas espontâneas e outras culturas são importantes, como repositórios do vírus, para a manutenção do ciclo da doença.