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Doenças |
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PÉ NEGRO, Leptosphaeria maculans (Desm.) Ces. et de Not. ou Phoma lingam (Tode) Hohnel |
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| Sintomas Este fungo tem um papel muito importante na “murchidão das plântulas”. No colo e na base dos caules das plântulas doentes, observam-se zonas necróticas, por vezes, pontuadas de negro (picnídios) que evoluem para uma necrose e uma podridão castanha no caso de plantas adultas. Os pecíolos, que estão em contacto com o solo, apresentam na sua face inferior manchas castanhas e secas. As plantas, inicialmente, mostram sinais de pouco vigor e a infecção aparece nos cotilédones ou nas primeiras folhas verdadeiras, onde o fungo produz pequenas lesões, de cor verde a castanho-pálido, ao longo das margens das folhas, que contêm inúmeros picnídios de cor escura. Biologia O fungo pode sobreviver no solo durante 3 ou 4 anos. Nos detritos de cultura o fungo forma pseudotecas (peritecas) negras, que constituem o inóculo primário. A dispersão deste inóculo faz-se pelo vento (dispersão a grande distância) ou por salpicos (dispersão de planta a planta). Os ascósporos germinam e o micélio desenvolve-se, de seguida, no sistema vascular da panta. Os primeiros sintomas (máculas) aparecem, após uma quinzena de dias de incubação. A esporulação nas máculas é favorecida por grandes humidades. As peritecas formam-se em Setembro, em condições climatéricas favoráveis (temperatura média » 15ºC, chuva, orvalho, exposição do micélio à luz). Os ascósporos são projectados pela deiscência dos ascos, na altura da chuva. As sementes infectadas são a origem da infecção. |
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