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Bactérias

PÚS OU MAL MURCHO DA BATATEIRA, Ralstónia solanacearum E.F. Smith

Sintomatologia

A doença manifesta-se quer nos tubérculos quer na parte aérea.
Os sintomas que, normalmente, se observam no campo são a murchidão das plantas, o nanismo, e o amarelecimento da folhagem. Estes sintomas, inicialmente, são similares aos causados por falta de água.
As folhas murchas empalidecem, passando em seguida a apresentar cor castanha, sem que se verifique enrolamento dos bordos dos folíolos à medida que vão secando.
Nos caules jovens, podem observar-se uns raios escuros e diversos estreitamentos que correspondem aos feixes vasculares infectados.
Um sinal claro da doença é a presença de gotículas brilhantes, de cor castanha, que exsudam do xilema quando se faz um corte transversal no caule.
Nos tubérculos, quando cortados e comprimidos entre os dedos, verifica-se na zona vascular, a exsudação dum creme leitoso. Este exsudado é constituído por massas bacterianas e é, maior ou menor conforme o grau de infecção. Foram estes sintomas que conferiram à doença o nome de Pús.

Biologia

A bactéria penetra sobretudo por feridas existentes nas raízes e nos caules, bem como pelos estomas.
A infecção inicia-se a partir de tubérculos infectados ou do próprio solo.
Pode sobreviver no solo, desde que estejam presentes detritos vegetais infectados, tubérculos de batata com infecções latentes e infestantes susceptíveis.
A água desempenha um papel muito importante na disseminação desta bacteriose a longas distâncias, ao arrastar as próprias bactérias ou partículas de solo contaminado.
A transmissão pode ocorrer por movimentações de terra contaminada durante as práticas culturais. A circulação de maquinaria e o calçado do homem, com terra contaminada aderente, são também veículos importantes de transmissão desta bacteriose.
A temperatura elevada é um factor determinante no desenvolvimento do agente patogénico.